O que é sarah baartman?

Sarah Baartman

Saartjie "Sarah" Baartman (c. 1789 – 29 de dezembro de 1815) foi uma mulher khoikhoi da atual África do Sul, que foi exibida na Europa durante o século XIX sob o pretexto de exibições científicas e de entretenimento. Sua trágica história a tornou um símbolo do racismo, do colonialismo e da exploração sexual.

  • Início da Vida: Pouco se sabe sobre o início da vida de Baartman. Nasceu perto do rio Gamtoos, na atual Província do Cabo Oriental, na África do Sul. Perdeu os pais em ataques coloniais e posteriormente casou-se com um tamborileiro, que também faleceu.

  • Chegada à Europa: Em 1810, Baartman foi levada para Londres por um médico britânico chamado William Dunlop, sob o pretexto de que ela participaria de apresentações teatrais e retornaria rica para a África do Sul. No entanto, a realidade foi que ela foi explorada e exibida como uma aberração, devido às suas características físicas distintas, particularmente a esteatopigia (excesso de gordura nas nádegas) e os grandes lábios menores (hipertrofia labial).

  • Exibições: Baartman foi exibida em Londres e Paris, principalmente em "shows de aberrações" e feiras. Era frequentemente mantida em gaiolas e exibida como um exemplo de "selvageria" e exotismo. Sua aparência física era explorada e ridicularizada, reforçando estereótipos racistas e sexistas da época.

  • Vida em Paris: Após ser exibida em Londres, Baartman foi vendida para um treinador de animais em Paris, onde continuou a ser explorada em apresentações. Ela foi submetida a exames por cientistas, incluindo o anatomista Georges Cuvier, que buscavam "provar" a inferioridade racial.

  • Morte e Dissecação: Sarah Baartman morreu em Paris em 1815, provavelmente devido a uma combinação de pneumonia, sífilis e desnutrição. Após sua morte, seu corpo foi dissecado por Cuvier, que fez um molde de gesso de seu corpo, preservou seu cérebro e genitais em frascos, e exibiu esses restos no Musée de l'Homme em Paris até 1974.

  • Repatriação e Legado: Após anos de campanhas, os restos mortais de Sarah Baartman foram repatriados para a África do Sul em 2002 e enterrados em sua terra natal. Sua história tornou-se um poderoso símbolo da luta contra o racismo, o colonialismo e a exploração, e é frequentemente mencionada em discussões sobre justiça social, direitos humanos e a dignidade do corpo humano. A sua história ressalta os horrores da exibição de pessoas de grupos marginalizados e o impacto duradouro do colonialismo na sua cultura e bem-estar.

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